segunda-feira, 13 de maio de 2013

AVISO - aula de 15/05

No próximo dia 15/05, nossa aula terá três horas, para a exibição do vídeo e discussão do mesmo. Por este motivo, não haverá a aula do prof. Fábio Iório, que compensará na próxima quarta-feira, no horário da disciplina Redação e Expressão ...
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Trabalho para entregar dia 22 de maio de 2013

  Em 60 linhas, fazer uma análise acerca dos artigos abaixo, dando a sua opinião se, em relação a eles, a lei é cumprida, dizendo quem deve ser responsabilizado: o Estado, o governo ou a sociedade.

 

Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição brasileira




TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
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III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; (Regulamento)
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência;

Aula de 08 de maio de 2013



Restrições verbais nos Leads

            Ao privilegiar as transformações que ocorrem no mundo objetivo, o lead, proposição principal da notícia, passa a obedecer as restrições verbais específicas. A primeira delas, segundo Lage, relaciona-se ao aspecto verbal.
            Na estrutura interna do lead clássico, como proposição completa tem como núcleo um sitagma verbal e contém um sujeito, complementos do verbo e quatro ou cinco circunstâncias. Assim, a regra específica de ordenação dessas notações compreende dois itens:
a)      Não se começa pelo verbo;
b)      Começa-se pelo sintagma nominal ou circunstancial mais importante.
Se a mais importante ou interessante é o sujeito ou a ação em si, usa-se a ordem direta, isto é, começa-se pelo sujeito.

Notícias sobre textos ou entrevistas

Segundo Lage, “é comum produzirem-se em jornais notícias com base em textos – de discursos, relatórios – ou entrevista de um personagem que considera importante citar por toda a matéria.
            “O procedimento, aí, obedece a uma sequência:
a)      ouve-se ou lê-se o depoimento ou texto, integralmente;
b)      assinalam-se as proposições principais;
c)      ordenam-se essas proposições principais da mais importante para a menos importante;
d)     constrói-se a matéria com a proposição mais importante, acompanhada das circunstâncias de produção do texto-base, ocupando o lea. Nos demais parágrafos, altternam-se construções em discurso direto e indireto. Varia-se, quando adequado, o verbo dicendi (disse, afirmou, declarou, pergutou, manifestou-se etc). Os entretítulos são distribuidos como em qualquer outra notícia destinada à veiculação impressa;
e)      segmentos de interesse secundário podem ser suprimidos ou reduzidos a uma frase referencial (do tipo historiou os antecedentes... ou e4specificou as despesas previstas...) Distribuem-se ao longo da matéria circunstâncias que não caibam no lead ou observações incidentais de uma entrevista noticiada.
           Este procedimento de resumo permite a produção de matérias de qualquer tamanho sobre texto-base ou entrevista, assegurando que as proposições mais importantes não sejam suprimidas.”
            Lage também explica que “no jornal moderno, destinado ao público em geral, os fatos são abordados mais por seu aspecto social, econômico ou político. Mas certos setores de atividade, como a informática ou o direito, interferem a tal ponto na vida das pessoas que se torna indispensável manter cobertura permanente, penetrando até em detalhes técnicos.”
            Lage também ressalta que “nem sempre a fonte é citada na notícia jornalística ou mesmo no lead. A menção torna-se dispensável quando se trata de informação não-polêmica, prestada por entidade ou em caráter oficial. A menção no lead é, pelo contrário, obrigatória quando a proposição citada é opinativa, interpretativa ou informa sobre tema controverso.”

A notícia hoje e amanhã

            Fazer notícia é mais fácil do que explicar como se faz. Lage diz que “aprende-se a escrever notícia como se aprende a andar: exercitando e levando tombos. Por isso, quem quiser ser jornalista deve ler por hábito e mante-se informdo; frequentar bons autores, a gramática e o dicionário; contar por escrito o que vê e pode ser interessante para alguém; resumir documentos; interrogar pessoas; colher e processar informações; vencer a inibição; cuidar de ser confiável. Tudo isso até ficar bom, muito bom, perfeito.”

Notícia e reportagem

            Apesar de ter escrito seu livro em 1985, Nilson Lage já intuia o futuro do jornalismo com a utilização do computador como meio. Naquela época ele já perguntava: “Terá longo futuro a notícia em jornal diário ?” Ele mesmo respondia: “ Provavelmente não. Sua sobrevivência, aí, depende do grau de conntrole político e do desenvolvimento da mídia eletrônica, que é mais veloz, eficiente e não gasta papel. Mas a notícia escrita sobreviverá em veículos especializados, ainda que chegue ao consumidor em via eletrônica, projetada em terminais de vídeo: para muitas áreas de conhecimento abstrato, a leitura ainda é a melhor maneira de adquirir informação sobre as transformações que ocorrem.”
Ele também acredita que “o futuro do jornal parece estar mais ligado à reportagem. Esta palavra tem dois sentidos: por um lado, designa o setor das redações que trata da apuraão e codificação de dados, em geral; por outro, um gênero jornalístico diferente da notícia por vários aspectos. O primeiro deles é que a reportagem não cuida da cobertura de um fto ou de uma séie de fatos, mas do levantamento de um assunto conforme ângulo preestabelecido. Noticia-se que um goveno foi deposto; fazem-se  reportagens sobre a crise político-institucional, econômica, social, sobre a reonfiguração das relações internacionais determinada pela substituição do governante, sobre a conspiração que levou ao golpe, sobre um ou vários personagens envolvidos no episódio etc.
Assim, podemos dizer que, na prática, o projeto do texto define-se a partir da pauta, que estabelecerá se teremos uma reportagem ou uma notícia. Em relção às notícias, as pautas são indicações de fatos programdos, da continuação (suíte) de eventos já ocorridos e dos quais se espera desdobramento. No restante, os istemas de captação de notícia mantêm contato permanente com os setores que registram primeiro acontecimentos de interesse público, desde o parlamento até a delegacia de polícia.
Reportagens supõem outra forma de planejamento. Os assuntos estão sempre disponíveis (a informação é matéria prima abundante, como o ar, e não carente, como o petróleo) e podem ou não ser atualizados por um acontecimento. Podemos citar como exemplo o STF (Supremo Tribunal Federal). Faz-se uma reportagem acerca do julgamento do mensalão. A pauta deve indicar de que maneira o assnto será abordado, que tipo e quantas ilustrações, o tempo de apuração, os deslocamentos da equipe, o tamanho e estilo da matéria; para tudo isso, é preciso dispor de dados. Se possível, deixar fontes de sobreaviso para consultas em relação ao regimento interno da corte e das leis.
O estilo da reportagem é menos rigoroso do que o da notícia: varia de acordo com o veículo, o público, o assnto. Podem-se dispor as informações por ordem decrescentes de importância, mas também narrar a história, “como um conto ou fragmento de romance”, diz Lage. Nas revistas ilustradas, é comum o editor tomar como ponto de partida para os textos as fotografia (muitas vezes o editor se preocupa mais com as fotos do que com o texto); em certos casos, admite-se que o repórter conte o que viu na primeira pessoa. A linguagem também é mais livre. Alguns autores, poucos, adotam técnicas literárias para a abordagem mais humana e reveladora da realidade.
Exitem reportgens onde predominam a investigação e o levantamento de dados (como o caso de Watergate); em outras, a interpretação. Neste caso, é comum que apenas os jornalistas especializados sejam os responsáveis na interpretação de dados, pois envolve uma certa competência analítica que poucos realmente têm e muitos, segundo Lage, “por presunção, se atribuem.”
De qualquer maneira, existe sempre alguma interpretação nas reportagens. O importante é que se respeitem os fatos, dos quais não se pode discordar, e se de ao leitor, com humildade, o direto de avaliá-los segundo seu próprio repertório, seus valores.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aula de 24/04/2013



Gramática da notícia

            Lage escreveu que “do ponto de vista da estrutura, a notícia se define, no jornalismo moderno, como o relato de uma série de fatos a partir do fato mais importante ou interessante; e de cada fato, a partir do aspecto mais importante ou interessante. Essa definição pode ser considerada por uma série de aspectos. Em primeiro lugar, indica que não se trata exatamente de narrar os acontecimentos, mas de expô-los.”
Assim, cada gênero será apresentado de acordo com o gênero: literário, jornalístico etc. Seu relato não necessariamente deverá seguir a ordem cronológica, mas sim na ordem de importância das informações.
Em um acidente de ônibus, por exemplo, não necessariamente se seguirá a ordem cronológica: o ônibus saiu da rua, subindo a calçada atropelando quatro pessoas, ferindo a primeira, matando a segunda e ferindo as outras duas. Pela importância, a notícia começará com o ônibus matou uma pessoa e feriu outras três ao subir a calçada.  
Ou mesmo, dependendo da publicação, poderá iniciar com um “Nariz de cera”: “Era um final de tarde, o sol se escondia avermelhando o céu, enquanto um  grupo de trabalhadores, no ponto de ônibus, esperava por sua condução para levá-los de volta para casa, onde iram descansar seus corpos depois de um dia de trabalho árduo”.

Noção intuitiva de notícia

Se considerarmos a tradição oral, a mais antiga e mais corrente, veremos que a ordenação dos eventos por ordem decrescente de importância ou interesse é bem mais comum do que a temporalidade da seqüência.        
Os eventos serão ordenados não por sua seqüência temporal, mas pelo interesse ou importância decrescente, na perspectiva de quem conta e, sobretudo, na suposta perspectiva de quem ouve. Assim, o público alvo também definirá a forma a ser adotada pela redação da notícia.
Algumas restrições devem ser levadas em conta. Segundo Lage, “a analogia da notícia jornalística com a situação de uma pessoa que informa algo a outra não pode ser levada além de certo ponto. As circunstâncias da relação entre o jornalista e o público ´a pragmática dessa relação – determinam restrições específicas no código lingüístico.
A limitação do código – reduzindo tanto o número de itens léxicos (palavras e expressões) quanto de operadores (regras gramaticais) de uso corrente – aumenta a comunicabilidade e facilita a produção de mensagem, o que é útil no caso de um produto industrial como a notícia. A fundamentação teórica desta proposição encontra-se na Teoria da Informação, mas ela se confirma em grande número de situações práticas. É o que leva à padronização das vozes de comando e permite a locutores radiofônicos descreverem com incrível rapidez os lances de um jogo.”
É importante ressaltar que por trás das notícias existe uma trama infinita de relações dialéticas e percursos subjetivos que elas, por definição, não incluem.
Lage escreve que “as restrições mais gerais do jornalismo noticioso referem-se à linguagem jornalística, sobretudo quando impõe o uso de vocabulário e gramática tão coloquiais quanto possível nos limites do que se considera socialmente correto e adequado à abrangência do veículo. Normas de redação adicionais impedem o uso estilístico (intencionalmente significativo) de notações como as virgulas; suprimem pontos de exclamação, reticências etc.
“o redator de uma notícia não é conhecido de quem a irá consumir; mesmo quando assina seu texto, o que é raro, o nome significará pouco ou nada para quem lê ou ouve o noticiário. E o redator pode ter, no máximo, idéia estatística muito geral do conjunto dos receptores da mensagem. Nesse contexto, será inadequado dizer ‘eu vi’, como um personagem que encontrou um cadáver ao abrir a porta de casa: ‘eu” passa a não fazer sentido. Nem cabe dirigir-se ao consumidor  da informação como ‘vocês’ ou ‘os senhores’: esta forma de tratamento pressupõe outro tipo de relação com o público.
“O uso da terceira pessoa é obrigatório, a tal ponto que, modernamente, o jornal, emissora ou agência, quando envolvido no acontecimento que está expondo, cham,a a si próprio pelo nome’.
Por definição, a retórica da notícia é referencial. Assim, podemos dizer que comove, motiva a revolta ou o conformismo, agride ou gratifica etc. Como os repórteres podem se descuidar nesses aspectos, os veículos jornalísticos criaram um mecanismo de poder que é o gatekeeper, aquele que decide o que vai ser publicado e como.
Vale ressaltar que todo fato é neutro. O que tira a neutralidade e a formação de cada um: jornalista ou receptor.
Um ponto importante é a respeito da veracidade de uma informação. Do ponto de vista técnico, Lage diz que “a notícia não é avaliada por seu conteúdo moral, ético ou político; o que importa é se de fato aconteceu aquilo ou, no caso de ua entrevista, se o entrevistado disse realmente aquilo. Se bem que os jornalistas não estejam imunes (ninguém está) às contingências históricas, aos compromissos culturais ou de classe, não há, em tese, notícias reacionárias ou progressistas, edificantes ou indecentes.”
Para receptores, existem formas de informação para que acreditem ser verdadeira. Assim, não se deve escrever alguns manifestantes mas, sempre que possível, o número exato: 10, 12 ou 20. Não de diz que uma cidade fica próxima a outra, mas a que distância fica, ou o tempo que leva para percorrer a distância. Pelo mesmo motivo, devemos usar termos comparativos. Por exemplo: o que é um prédio alto ? O que é uma área grande ? Quando falarmos da capacidade de uma usina hidrelétrica, devemos dizer quantas casas ela tem capacidade de fornecer energia.

Lead

            O lead é o primeiro parágrafo da notícia em jornalismo impresso, embora possa haver outros leads em seu corpo. Corresponde à primeira proposição de uma notícia radiofônica, ao texto lido pelo apresentador ou à cabeça do repórter no início de uma notícia em televisão.
            O  lead é o relato do fato principal de uma série, o que é mais importante ou mais interessante.  Em sua forma clássica, e impressa, é uma proposição completa no sentido aristotélico, segundo Lage; ou seja, contém:

            a) o sujeito, um sintagma nominal que pode conter um substantivo, acompanhado ou não de artigo, adjetivo, locução adjetiva, oração adjetiva; ou ainda uma locução substantiva, uma oração integrante;
            b) o predicado, ou seja, o sintagma verbal, acompanhado ou não de seu complemento, um objeto direto, ou indireto;
            c) as circunstâncias, ou sintagmas circunstanciais de tempo, lugar, modo/ instrumento, causa/consequência.

            No parágrafo seguinte, ou seguintes, ao lead escreve-se os detalhes e acrescenta-se informações acerca da ação verbal em si, os sintagmas nominais, os circunstanciais ou quaisquer de seus componentes é chamado de documentação.
            O lead informa quem fez o que, a quem, quando, onde, como, por que e para quê. A documentação consiste em proposições adicionais sobre cada um desses termos.

Restrições verbais no lead

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Aula de 17/04/2013



Aula de 17/04/2013

Estado     Governo     Iniciativa Privada     Sociedade     Sociedade Civil

Estado: formado pelo Executivo, Legislativo e Judiciário, região geográfica onde é válida o conjunto de leis, em geral a Constituição. Foi o primeiro setor a ser organizado.

Governo: como o Estado é virtual, o governo assume o executivo. No caso brasileiro é representado pelo presidente, governador e prefeito.

Iniciativa privada: toda atividade econômica desenvolvida sem a participação do Estado.
          Estatal: toda atividade econômica de responsabilidade exclusiva do Estado.
          Atividade mista: quando o Estado tem parte do capital da atividade econômica.
          Concessão: atividade econômica ou de serviço exclusiva do Estado, administrada por uma empresa privada, por tempo limitado, sob supervisão do Estado.
          Foi o segundo setor a se organizar.

Sociedade: todos os que vivem em um país.

Sociedade civil: parte da sociedade organizada para defender ou fortalecer questões de cidadania. Foi o terceiro setor a se organizar.

Cidadão
           
            O conceito de cidadania pode ser tanto legal, estabelecido na constituição e no código legal, quanto em outros aspectos estabelecidos em diversas teses como, por exemplo, Canclini, que diz que, na sociedade atual, o consumo é um fator de cidadania.


Conhecimento e notícia

            Segundo Nilson Lage, “o conhecimento em geral privilegia o que as coisas são.Procura arrumar seres e fenômenos em categorias, estabelecer relações, definir, explicar. Estipula uma série de operações lógicas sobre dados e extrai conclusões que se devem comprovar empiricamente.” A medida que o tempo passa, as formas de guardar e produzir conhecimento tem se especializado, principalmente com o desenvolvimento da informática; não apenas na questão do custo, mas também para a Reportagem Assistida por Computador (RAC). Vale ressaltar que o jogo de poder ainda existe, como, acredito, sempre existirá: feiticeiros, pagés, sacerdotes, reis, presidentes, ditadores etc.
            No mundo moderno e globalizado o cotidiano passa ter mais importância, passando a dar mais relevância a muitos acontecimentos até então não considerados, segundo Lage: “O episódio da revolução burguesa marca uma ruptura nessa condição. Porque a burguesia foi a primeira classe na História que alcançou o poder comprometida com a produção econômica e a circulação dos bens. Sua mitologia é a do empreendimento, da praticidade.” Assim, conclui Lage que “a investigação científica tornou-se, afinal, um bom investimento”.
            Essas mudanças na filosofia de relação econômica e política – os burgueses são os responsáveis pela implantação da democracia, mesmo com seus conceitos discutíveis – “a sociedade moderna européia, espaço da luta entre burgueses e proletários, passou a privilegiar a mudança sobre a preservação. As trocas de informação atingiram a intensidade e amplitude antes difíceis de imaginar. E a notícia, antes restrita e controlada pelo estado e pela Igreja, tornou-se bem de consumo essencial.”

A história da notícia

            Fazendo um rápido resumo da história da notícia, tivemos uma grande transformação entre a Idade Média e os dias atuais. Passamos de informações controladas pelo Estado e pela Igreja, através de seus sermões, outras transmitidas pelos trovadores, ou mesmo relatos escritos por mercadores como Marco Pólo, “veneziano que escreveu em francês coisas inacreditáveis sobre a Pérsia, a China, Burma, o Japão , Sião e Java, Ceilão e as estepes mongóis, A Abissínia e a Sibéria. A acumulação de capital logo teve conseqüências: a organização mais ampla e atuante da atividade artesanal e a alfabetização”, segundo Lage.
            Um grande salto ocorre com o prelo de Gutenberg, que imprimiu a Bíblia em 1452, não apenas em relação à imprensa, mas também junto à publicação de livros, impulsionando línguas nacionais, como, por exemplo, Cervantes e Shakespeare, quando os os dialetos eram mais fortes que os idiomas.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bibliografia

Cunha, Euclides da. Os sertões.

 Dines, Alberto. O papel do jornal e a profissão de jornalista; atualização e pesquisa Luiz Antonio Magalhães. - 9 ed. - São Paulo: Summus, 2009

Junior, Mauro e Ponte, José Roberto de. lugar de repórter AINDA é na rua. O Jornalismo de Ricardo Kotscho. 1 ed. - Rio de Janeiro: Tinta Negra Bazar Editorial, 2010.

Lage, Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 1985
Belo, Eduardo. Livro-reportagem. - São Paulo: Contexto, 2006. (Coleção Comunicação)

Ao longo do curso, textos, matérias etc poderão ser incluidos neste blog